As várias mortes

Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha…
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha…

E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada… […]

MÁRIO QUINTANA. XIII. p. 19. In: A rua dos cataventos. p. 7–23. In: Rua dos cataventos & outros poemas. Porto Alegre: L&PM, 2006.

5 Comments

  1. Posted segunda-feira, 24/março/2008 at 8:50 pm | Permalink

    :(
    me lembrei de cecília meireles…”Eu não tinha este rosto de hoje, assim calmo, assim triste, assim magro”

  2. Marina
    Posted terça-feira, 25/março/2008 at 10:17 pm | Permalink

    :(
    Me lembrei de mim mesma.

  3. malebria
    Posted terça-feira, 25/março/2008 at 10:34 pm | Permalink

    Os poemas do Quintana são muito bons para nos identificarmos.

  4. Posted quarta-feira, 26/março/2008 at 6:49 pm | Permalink

    isso me fez pensar tanto tanto. você não tem idéia.
    a mim dá mais vontade de gritar e não se deixar morrer desse tanto..

  5. malebria
    Posted quarta-feira, 26/março/2008 at 11:02 pm | Permalink

    Pois é, é angustiante demais porque a gente sente e vê isso acontecendo o tempo todo.


Comente

%d blogueiros gostam disto: