A alma da coisa

[…] ambos, Platão e Hegel, partidários do único método verdadeiro, buscariam não a reflexão que permanece exterior ao objeto, mas perseguiriam aquela determinação que é a alma mesma da coisa. […] [p. 130]

JOSÉ AMÉRICO MOTA PESSANHA. Dialética platônica e dialética hegeliana. p. 123–150. In: Revista filosófica brasileira. v. 4. n. 3. Rio de Janeiro, dez. 1988.

9 Comments

  1. Anônimo
    Posted segunda-feira, 25/fevereiro/2008 at 1:11 pm | Permalink

    a busca da essência…..
    ó ceus!

    como se ela existisse né…… e esse ideário tão forte na linguagem…. é por isso que eu tenho, em certos lugares, evitado dizer;

    “Na verdade…..” ou “O cerne da questão” ou ainda “Essencialmente….”

    São expressões que organizam o conhecimento em conformidade com essa matriz de pensamento…..

    ai que medo.

  2. malebria
    Posted segunda-feira, 25/fevereiro/2008 at 1:28 pm | Permalink

    Ao dizer que ela não existe você profere uma afirmativa muito mais forte do que quando simplesmente a procura. Esse tipo de expressão, até pela linguagem utilizada, cheia de sarcasmo, é muito mais carregada de verdade do que “a busca da essência”. Mas é difícil olhar para si e ver como cometemos os mesmos erros que criticamos, as vezes de maneira muito mais intensa.

  3. Posted segunda-feira, 25/fevereiro/2008 at 1:44 pm | Permalink

    dizem que é o vazio.
    outro dia consegui convencer um físico extremamente cético de que o vazio é o nosso ser, além disso, vamos fazer ioga.

    a gente nasce vazio e com o tempo tenta encontrar algo que preencha isso, por que será?

  4. malebria
    Posted segunda-feira, 25/fevereiro/2008 at 2:02 pm | Permalink

    O vazio, ou a ausência, pode ser legal para pensar a essência do homem. Mas das coisas, será?

  5. Posted segunda-feira, 25/fevereiro/2008 at 2:28 pm | Permalink

    alma aí parece ser “sentido” ou “significado”. acho que não se aplica ao vazio das coisas ou dos seres, ou talvez sim, numa avaliação mais profunda.

    agora, uma coisa que não tem nada com isso, mas que venho comentado com meus amigos sempre.. tudo bem, eu entendo que academicamente quando se vai falar sobre a sociedade e os seres falem “a sociedade e o homem”. até porque historicamente o homem foi quem dominou a sociedade (machista). mas hoje, num bate-papo informal pode-se dizer os seres, as pessoas, o ser humano e não o “homem”, não?

  6. malebria
    Posted segunda-feira, 25/fevereiro/2008 at 3:50 pm | Permalink

    Acho que sim, realmente não tenho estado atento a esse uso da palavra homem. Prefiro mesmo usar ser humano para homens e mulheres, e homem apenas para quando for homem mesmo. Não só por machismo, mas até por uma conceituação mais criteriosa.

    Valeu pelo toque!

  7. Anônimo
    Posted segunda-feira, 25/fevereiro/2008 at 7:46 pm | Permalink

    não sou eu que estou criticando. Eu apenas não dei nome aos boi….ou se preferir, aos autores.
    O que essses autores tentam evidenciar é como a idéia de conhecimento está ainda permeada por estes conceitos platõnicos.

    Mas enfim deixa p la q hj eu nao estou conseguindo discutir quase nada.

  8. malebria
    Posted segunda-feira, 25/fevereiro/2008 at 8:50 pm | Permalink

    Achei que você estivesse falando por você. Mas, se não está, deveria apenas deixar que os autores falem por eles, ao invés de falar o que você acha que eles falaram. É por isso que meu blog vive cheio de citações…

  9. Anônimo
    Posted quinta-feira, 28/fevereiro/2008 at 1:25 am | Permalink

    discordo…mas enfim, cambio.


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