O que não é nosso

Corvino, outrora marido de Aufídia, eis que te tornaste seu amante, agora que ela é esposa daquele que era outrora seu rival. Quando era tua ela não te aprazia; por que te apraz agora que é de outro? Acaso ficas impotente quando está em segurança?

MARCIAL. 3, 70. In: MONTAIGNE. Apologia de Raymond Sebond. Livro 2. cap. 12. p. 147–407. In: Os ensaios. Tradução de Rosemary Costhek Abílio. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

5 Comments

  1. Posted terça-feira, 19/fevereiro/2008 at 1:08 pm | Permalink

    outro dia conversava com um amigo sobre o caso. o que o fazia ficar mais perto de sua namorada era a insegurança e o desprezo com o qual ela tratava o namoro. o medo da perda. e quando se perde então, é aí que surge o fogo da paixão.

    o lance é encontrar a essência do amor e curtir com leveza os prazeres que tiveres em mão. acho foda isso tudo…

  2. malebria
    Posted terça-feira, 19/fevereiro/2008 at 1:25 pm | Permalink

    Foda de bom e de difícil…

  3. Posted terça-feira, 19/fevereiro/2008 at 2:38 pm | Permalink

    não acho foda de bom, acho foda de ruim mesmo. em questão de relacionamento, o mais saudável que tive foi o que mais segurança eu tive, mais consistência, e era um relacionamento aberto, cheio de reciprocidade e leveza. o que eu ainda cultivo com saudade e com uma grande amizade pela outra pessoa.

    que bom lembrar disso nesses tempos, me faz lembrar que procuro o equilíbrio e me dá mais motivação pra centrar na minha essência. :)

  4. malebria
    Posted terça-feira, 19/fevereiro/2008 at 3:02 pm | Permalink

    Acho que a gente se confundiu na conversa, eu concordo com você. Mas queria conseguir ter um relacionamento desse tipo…

  5. Posted terça-feira, 19/fevereiro/2008 at 5:13 pm | Permalink

    ah tá! pois é, difícil de acontecer, eu creio. ó vida!


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