Políticas de identidade

[…] Políticas de identidade são políticas em que grupos de identidade determinam o interesse, as crenças e as ações das pessoas: você deve fazer assim, sentir isto ou pensar deste jeito porque você é negra, mulher, operário, homossexual, estudante, colombiana ou retirante. […] mais cedo ou mais tarde todas as operárias adquirem sua consciência de classe, todas as mulheres descobrem que são irmãs, todos os negros aderem ao Movimento. É como se cada pessoa tivesse obrigações para com a experiência supostamente compulsória do grupo. […] As políticas de identidade contribuem para reforçar as identidades: a opressão de gênero se baseia na suposta diferença universalmente aceita entre os gêneros, a opressão de raça se baseia na distinção compulsória entre as raças. Fica parecendo que estamos usando claramente o instrumento do mestre para tentar desmantelar a casa do mestre quando invocamos a consciência dos negros enquanto negros etc. […]

[…] Quando uma militante do movimento negro decide não participar de um ato, uma nova negociação de confiança pode ser necessária — o atalho seria chamá-la de traidora de sua própria causa. […] [p. 6–7]

HILAN BENSUSAN. Mais confiança? Disponível em: http://www.unb.br/ih/fil/hilanb/papers/confian.pdf.

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